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    Mobilidade Eléctrica - Diário Económico

     O motor de combustão interna e a transmissão dos nossos fiéis automóveis têm em média 1400 peças; em contrapartida o motor de um veículo elétrico tem apenas 200. Esta simples comparação demonstra a revolução que a mobilidade elétrica trará à indústria automóvel.

    Uma revolução inevitável porque a verdade é que o petróleo tem os dias contados, pois, à nossa escala de tempo, já não se faz mais e ao ritmo a que o consumimos não pode durar muito.

    Outra grande verdade é que o ambiente não aguenta tudo, e se quisermos garantir, no nosso Planeta, condições mínimas de habitabilidade, teremos de poluir muito menos o que terá de ser, em parte, conseguido à custa de mais eletrificação. É importante lembrar que os transportes são responsáveis por grande parte do nosso consumo energético, o que torna os Veículos Elétricos (VEs) necessariamente parte da solução. Com efeito, os VEs são imbatíveis em eficiência, aspecto em que são quase três vezes melhores do que um veículo convencional: enquanto um veículo a gasóleo, por exemplo, consome cerca de de 5 l/100 km o que corresponde a 53 kWh/100km, um VE equivalente consome apenas 20 kWh/100km.

    Ninguém acredita mais nisto do que a Associação Portuguesa dos Veículos Elétricos (APVE), uma associação sem fins lucrativos que, desde 1999, se tem empenhado na promoção da utilização de veículos com propulsão eléctrica.

    Consciente dos desafios que tem pela frente a APVE convidou, agora, para Presidente da Direção uma figura de peso: Jorge Vasconcelos, ex-presidente da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos).

    Os desafios que tem pela frente são importantes. A fase piloto do projeto nacional de mobilidade elétrica, o Mobi.E, está a concluir-se e, agora, é fundamental fazer o balanço e decidir como prosseguir. A Sociedade Civil tem, a este respeito, uma palavra a dizer e a APVE está bem posicionada para a representar, ao reunir os principais protagonistas da mobilidade elétrica no País.

    Para conseguirmos abandonar, para sempre, as crises recorrentes que teimam em não nos largar temos de conseguir criar vantagens competitivas sustentáveis, apostando na inovação. As áreas a privilegiar são aquelas em que temos competências e em que os paradigmas estão em mudança profunda. A mobilidade elétrica é certamente uma delas: temos na Universidade e na Indústria a competência necessária e temos, também, já no terreno, uma rede de carregamento de dimensão apreciável que constitui uma boa plataforma para desenvolvimento. Importante, agora, é fazer evoluir a tecnologia e os modelos de negócio por forma a conseguirmos desenvolver produtos e serviços competitivos. A APVE tem, aqui, um papel importante a desempenhar

    António Vidigal,
    Presidente executivo da EDP Inovação
    Membro Conselho Administração APVE